Fissuras palatinas: saiba com quantos anos a criança pode fazer a cirurgia e como é feita

Bebês com fissuras lábio palatinas nascem com uma ou mais aberturas no céu da boca. É uma malformação que acontece durante o  período embrionário da criança e acomete, principalmente, algumas de suas funções. É o caso da fala, mastigação, deglutição e outras funcionalidades.

Quando acontecem, o lábio leporino e as fissuras no palato causam muita preocupação aos pais e responsáveis pelo paciente. Afinal, até mesmo a amamentação pode ser comprometida ou prejudicada.

Infelizmente, não são condições raras no país. Um em cada 650 nascimentos no Brasil são de bebês fissurados – seja a abertura no palato, nos lábios ou em ambas as regiões.

São casos possíveis também, quando acontecem no lábio, são chamadas de lábio leporino. Quando as duas condições acometem o mesmo bebê chamamos de fissuras labiopalatinas. Os três tipos de deformidade podem ser tratados e reabilitados com cirurgias reparadoras. O que gera um alívio aos pais das crianças acometidas.

Em alguns casos, são necessárias mais do que uma cirurgia plástica ao longo dos anos. Mas ainda sim, os resultados são significativos e o pós-operatório tranquilo. 

Por ser a principal parte do tratamento, as cirurgias causam dúvidas. Desta forma, explicaremos ao longo do conteúdo o que são essas fissuras e seus tratamentos. Responderemos também com qual idade o bebê pode operar e  como cuidar dele antes destes procedimentos. Acompanhe!

O que são fissuras palatinas e como tratá-las

cirurgia Fissuras palatinas

Como dissemos, é uma abertura no céu da boca. A criança já nasce com essa deformidade, dado que a fissura é formada ainda na gestação por diversos fatores. É, de fato, uma malformação do bebê.

Nas primeiras semanas de gravidez, o bebê ainda está se desenvolvendo e por isso, algumas suturas e articulações estão separadas. Ao decorrer dos meses, elas se fecham, formando a face normalmente.

Quando, por algum motivo, essa união não acontece, as suturas permanecem abertas até o nascimento da criança. Essas fissuras podem aparecer em diversas regiões da face, de tamanhos e espessuras diferentes.

No caso das fissuras palatinas, essas aberturas aparecem no céu da boca. O diagnóstico é precoce, podendo ser feito a partir da 22ª semana de gestação (por volta de 5 meses e meio).

Por meio do exame ultrassom morfológico, é possível identificar diversas condições do bebê ainda na gestação – é o caso das fissuras faciais. Após o diagnóstico, os pais são encaminhados a médicos especializados para entenderem mais sobre a condição do filho e quais serão os próximos passos.

Como é o tratamento de fissuras palatinas?

O tratamento das fissuras palatinas é complexo e exige uma equipe multidisciplinar. Geralmente, os pacientes seguem acompanhamento médico até os 18 anos de vida.

O primeiro passo é a cirurgia reparadora que fechará as aberturas. Esta intervenção é feita ainda nos primeiros meses de vida da criança- como veremos a seguir. Após este procedimento, se iniciará um tratamento com diversos profissionais.

Essas fissuras podem afetar algumas funções, como a fala. Então, é preciso de várias áreas médicas para a reabilitação estética e funcional do bebê por completo. Alguns dos profissionais envolvidos são: cirurgiões plásticos e cirurgiões craniofaciais, ortodontistas, odontologistas, otorrinolaringologista, fonoaudiólogos, psicólogos, psicopedagogos e assistentes sociais.

Com quantos anos a cirurgia reparadora pode ser feita em bebês fissurados?

Cada caso exige um tratamento diferente. Entretanto, a cirurgia é um momento delicado e deve ser feita na hora correta.  A operação em bebês com fissuras palatinas é realizada a partir dos 12 meses de vida e quando o paciente já estiver com pelo menos 10 quilos de peso.

A intervenção é feita com anestesia geral, apesar disso é pouco invasiva  e focada apenas na região bucal do bebê.

Entenda como lidar com a criança antes da cirurgia

A amamentação é o aspecto mais afetado antes da cirurgia. Alimentar o bebê é de extrema importância, mas com a abertura, ele não consegue ou tem dificuldade em sugar o leite materno, por exemplo.

Neste momento, o apoio profissional é muito importante para identificar como prosseguir, pois, pacientes com fissuras palatinas ou lábio-palatina não conseguem se alimentar no peito! 

O paciente terá o gasto energético e não receberá os nutrientes, levando ao emagrecimento, o que é a pior coisa que pode acontecer. 

Somente pacientes com fissura labial isolada, que não acometem a gengiva, conseguem realizar o aleitamento materno de forma satisfatória!

Novamente: consulte um profissional.